Porto Seguro: Sesab rompe contrato com Instituto Setes após série de irregularidades no Hospital Regional

Porto Seguro: Sesab rompe contrato com Instituto Setes após série de irregularidades no Hospital Regional

Decisão do Estado

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) notificou o Instituto Setes para iniciar o encerramento do contrato de gestão do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro. A medida foi tomada após o acompanhamento técnico identificar inconformidades assistenciais, operacionais e administrativas.

Importância da unidade

O Hospital Regional é referência em média e alta complexidade, oferecendo:

  • urgência e emergência clínica e cirúrgica
  • obstetrícia
  • oncologia
  • ortopedia
  • internações e atendimentos ambulatoriais

Como será a transição

Para evitar qualquer interrupção no atendimento, a Sesab criou:

  • Comissão de monitoramento permanente
  • Comissão de transição contratual

Os grupos vão acompanhar a operação da unidade, garantir medidas imediatas de estabilização e assegurar que a mudança de gestão ocorra de forma segura.

A nova entidade gestora deve ser convocada ainda em junho. A comissão será presidida pela administradora hospitalar Lívia Oliveira, profissional com experiência em gestão pública e passagem por Eunápolis, Porto Seguro, Ruy Barbosa e Andaraí.

Compromisso do Estado

Segundo a Sesab, a decisão reforça o compromisso com:

  • qualidade da assistência
  • segurança dos pacientes
  • responsabilidade na gestão pública da saúde

PROBLEMAS APONTADOS PELO CORPO CLÍNICO

Tomografia fora de operação há mais de seis meses

Os médicos denunciam que o hospital está sem aparelho de tomografia funcionando há mais de meio ano — sem alternativa externa para realização dos exames, mesmo atendendo casos de alta complexidade e neurocirurgia.

Falta de materiais, medicamentos e insumos

Profissionais relatam:

  • deficiência no abastecimento de materiais médico-hospitalares
  • falta de OPME
  • escassez de medicamentos essenciais
  • prejuízo na realização de cirurgias e atendimentos críticos

Problemas graves no enxoval

A rouparia enfrenta falta frequente de:

  • roupas privativas
  • lençóis
  • cobertores
  • itens básicos de enxoval

Água contaminada

A Vigilância Sanitária teria identificado microrganismos nocivos na água utilizada pelo hospital, aumentando a preocupação com as condições sanitárias e a segurança assistencial.

Falhas em cirurgias oncológicas (Unacom)

Segundo o corpo clínico, procedimentos oncológicos estariam sendo realizados:

  • sem comunicação adequada entre setores
  • sem definição prévia de leitos
  • sem alinhamento entre UTI, enfermarias e equipes pós-operatórias

Atraso no pagamento de honorários médicos

Os profissionais denunciam:

  • atrasos de até 60 dias nos repasses
  • proposta da gestão para ampliar o prazo de pagamento para 45 dias após o serviço, o que gerou forte insatisfação

Foco