Caminhoneiros denunciam perseguição e apreensões ilegais de madeira em Alcobaça
Alcobaça em Foco/Por Redação
Alcobaça (BA) – Caminhoneiros e proprietários rurais do distrito de Novo Destino, no Extremo Sul da Bahia, afirmam estar sendo vítimas de perseguição e apreensões indevidas de cargas de madeira legalizada. Segundo os relatos, os veículos transportavam material autorizado por decisão judicial, com documentação regular emitida por órgãos competentes, mas vêm sendo alvo de denúncias de suposto roubo atribuídas a pessoas ligadas à empresa Suzano.

Abordagens armadas e risco à vida
Em um dos episódios mais graves, um caminhão foi cercado logo após deixar a fazenda. O motorista, acompanhado da esposa e de um filho pequeno, relatou ter sido abordado de forma agressiva, com arma apontada para o rosto. O veículo quase tombou e acabou atolando, obrigando a família a passar a noite dentro do caminhão.

Dificuldade para registrar ocorrência
Após o incidente, o caminhoneiro caminhou cerca de 10 quilômetros para avisar o proprietário da madeira. Ao tentar registrar ocorrência em Alcobaça, os envolvidos afirmam que não conseguiram formalizar a queixa, que só foi registrada posteriormente em Prado. Em outro caso, um denunciante deixou documentos com a polícia, mas não compareceu à delegacia, e a denúncia sequer foi localizada.

O delegado Dr. Cléber, ao analisar os documentos apresentados, reconheceu a legalidade da carga e questionou a motivação das denúncias.
Reincidência e novos incidentes
Mesmo após liberações e confirmações da legalidade, os caminhões continuam sendo alvo de interceptações. Em Itamaraju, um veículo chegou a ser apreendido, mas foi liberado após conferência da documentação. Em situações mais recentes, houve tombamento de caminhão durante cerco e até danos a uma residência, quando um motorista em pânico arrancou o padrão de energia ao tentar escapar.

Ações judiciais e apelo por providências
Os proprietários e motoristas afirmam estar sendo vítimas de perseguição e desrespeito às decisões judiciais que autorizam o transporte da madeira. Ações judiciais já foram movidas contra a Suzano, e relatos indicam que casos semelhantes vêm ocorrendo em outras localidades da região.
Os denunciantes pedem atuação do Ministério Público e de órgãos de fiscalização para que os fatos sejam apurados e novos episódios de violência sejam evitados.
“Que país é esse onde uma empresa parece agir acima da lei, ignorando decisões judiciais, alvarás e o direito de quem trabalha de forma legal?”, questionam os envolvidos.

