Teto de cachê pode mudar cenário do São João 2026 na Bahia
Redação
A adoção de um limite de R$ 700 mil para contratação de artistas promete alterar significativamente a grade de atrações dos principais festejos juninos da Bahia em 2026. A medida, articulada pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), busca conter a escalada dos cachês e preservar a sustentabilidade financeira dos eventos.
Em Cruz das Almas, um dos maiores polos juninos do estado, nomes consagrados como Simone Mendes e Wesley Safadão podem ficar de fora da programação. Segundo o presidente da Câmara de Vereadores, Euricles Neto, artistas que antes cobravam cerca de R$ 290 mil passaram a exigir valores próximos de R$ 600 mil nos últimos meses. Safadão, por exemplo, teria registrado um aumento de aproximadamente R$ 300 mil em seu cachê, ultrapassando o teto estabelecido.
“A proposta é criar parâmetros mais equilibrados, levando em conta a realidade financeira de cada município”, afirmou Euricles Neto.
A decisão reflete um movimento coletivo dos gestores municipais, que identificaram aumentos considerados abusivos e resolveram agir de forma unificada para evitar que os custos inviabilizem os festejos. Embora a restrição seja aplicada de forma ampla, cidades com forte patrocínio privado poderão ter maior flexibilidade na contratação.
Apesar da possível ausência de artistas de grande porte, a prefeitura de Cruz das Almas garante que o São João manterá sua relevância cultural e estratégica. A expectativa é que a grade oficial de atrações seja divulgada entre o fim de março e o início de abril, durante o evento de lançamento.

